O Uso do Computador na escola sob a ótica construtivista
Comente sobre o texto da aula 2 (O computador na Sociedade do Conhecimento). Procure relacionar o que foi abordado com situações vivenciadas em sua trajetória estudantil
De acordo com o texto, as mudanças necessárias na educação, nas instituições e na própria sociedade devem acontecer, mas não necessessariamente de forma drástica, devendo haver uma conscientização e estímulo.
Nós debatemos sobre a forma como as instituições têm abordado os novos paradigmas, a forma como eles "vendem" um produto, como referenciado no texto, que a comunidade de pais acredita ser o tão esperado novo pardigma, ou simplesmente nem sabem do que se trata, mas pagam por esse produto.
A verdade é que do novo paradigma, se tem, é muito pouco. Como tantas vezes mencionado, a utilização dos meios e a verdadeira mudança, na prática, não acontecem. As escolas munem-se de aparatos tecnológicos, mas não sabem utilizá-los da melhor forma, não mudam a metodologia, nem capacitam seus profissionais, no caso, os professores.
No meu tempo de escola, existia uma preocupação em fazer com que os alunos absorvessem um conteúdo, sem importar a compreensão do mesmo. Como dito no texto, a idéia é que o aluno saiba respostas programadas, o que leva a um despreparo não só para o mercado de trabalho, mas também para outras relações.
A idéia do novo paradigma é, de fato, fazer o aluno compreender, formar as próprias concepções, ter uma liberdade no pensar e raciocinar. O compreender muda o papel dele na sociedade, ele passa a participar ativamente, tendo consciência das ações que executa e das que o rodeiam, e adquire a flexibilidade para outras situações inesperadas.
Hoje, vejo através do meu irmão de 8 anos como as coisas estão funcionando. Em sua escola, nas séries primárias, existiu uma preocupação em conhecê-lo desde a gestação! Mas hoje, toda essa preocupação foi ignorada, dando lugar à produção em massa, ao empurrar da produção.
Observo também que muitas vezes existe a omissão da comunidade de pais, que acredita ser, a escola, suficiente para a formação do indivíduo e que, o incentivo muitas vezes dado pelos pais, são esquecidos devido ao uso das tecnologias para outros fins, principalmente para lazer.
O texto discute, com propriedade, os fundamentos do sistema educacional atual e sua ineficiência na construção de cidadãos e profissionais na Sociedade do Conhecimento.
Ele se dedica também a vislumbrar o que seria uma "nova escola" capaz de ser mais atraente e eficiente na formação de cidadãos de acordo com as necessidades atuais de interação social ou mesmo do mercado de trabalho.
Embora a visão delineada seja bem clara, não há preocupação sobre como transitar do atual para o horizonte do texto. A mentalidade escolar é de alunos, que cada vez menos gostam desse espaço, mas também é de professores e gestores que tem sérias dificuldades em assimilar mudanças. Ou esse horizonte é compartilhado dando espaço para novas e drásticas mudanças de funcionamento e comportamento ou caminharemos, como próprio diz por pseudo-soluções que são na verdade mais do mesmo.
Uma lacuna importante que pode ser objeto de estudo é como as pessoas que na atualidade assimilam esses novos conceitos no dia-a-dia se apropriaram dele. Que mecanismos forma usados para construir essa percepção? Isso pode ajudar a dar pistas importantes do funcionamento de uma nova escola.
O uso da informática aparece como instrumento importante para introdução desse tipo de inovação no ambiente escolar. Uma opção, talvez em andamento, seria o uso da tecnologia para digitalização ou automatização dos processos atuais de ensino e aprendizagem.
O desafio fica no uso da Informática como instrumento de despertar para essa nova formação de formação do conhecimento, de aprendizagem a partir da interação e do compartilhamento.
Ou seja, nesse contexto, como discutimos no texto anterior, fica claro que o uso da tecnologia não é neutro ou imparcial. Seu uso pode servir a continuidade do modelo atual ou pode ser ponto de partida para uma transformação metodológica.
Não alcancei o computador quando estudava na escola. Só tinha curiosidade que só foi realizada quando fui para a Universidade. O texto me fez reflexões importantes. Uma delas é que o construtivismo é praticamente a única maneira de abarcar a imensidão de informações que temos hoje. É necessário o professor se reciclar, a escola mudar também. Cabe ao aluno relacionar as informações que lhe chegam e "construir" seu próprio conhecimento.
Hoje o desafio do uso da informática, não só para os professores como para muita gente em outros campos de trabalho, iso não deveria acontecer pois a informática agora faz parte de nós está em todos os cantos e cada vez tomando mais espaço na sociedade. As pessoas tem que mudar em relação oque a informática traz de bom não só para os professores mais para tuod que fazemos. Parar com este preconceito e inserimos a informática no nosso dia-a dia e facilitamos a nossa vida e de nossos alunos, para ultilizarmos na construção e aprendizagem do conhecimento de tudo que fazemos e pensamos para nossa vida docente.Em vez de evitar a informática que tal aderimos como melhor forma de trabalho e sucesso.
O texto menciona várias vezes a questão do desenvolvimento do raciocínio crítico dos alunos. Considero um grande avanço a passagem da educação "Fordista"para aquela que é uma mistura da "artesanal" com a anterior.
Considero que a introdução de disciplinas de filosofia ao longo dos ensinos fundamental e médio contribuiriam bastante para este fim. Creio que não haja nada que desenvolva mais o senso crítico do que o estímulo à criação de "perguntas filosóficas". O estudo de direito em paralelo à filosofia seria um suporte, no qual o aluno estaria ciente dos seus direito e deveres, sendo apto a questionar uma dada situação quando esta lhe parecer injusta, dando espaço para discussão, gerando raciocínio e ao final desenvolvendo o senso crítico.
Uma última disciplina que considero fundamental é de natureza "Como educar os filhos". Vejo muitos pais que não têm capacidade (ou às vezes sequer vontade) de educar os filhos, não lhes ensinando as noções de limites. Isso gera atitude que tornam a sociedade... o que ela é hoje.
Creio que estas três disciplinas seriam responsáveis pela maior parte de uma educação "útil" e serviriam também como alicerce para as mudanças sugeridas ao final do capítulo, nas quais estão envolvidos alunos, professores, pais e agentes externos.
Na minha época de estudante eu não tive contato algum com o computador,tanto no ensino fundamental como no médio. Esse aperalho tão comum só veio a fazer parte do meu universo recentemente. Hoje se propaga a visão construtivista no âmbito educacional que leva os alunos a formulação do senso crítico, das descobertas mediante o raciocínio e do desenvolvimento como um todo.Mas o que vemos é que a grande maioria dos educadores nem ao menos entende o que é ser um educador construtivista e continua sendo um mero repassador de informações que não estimula os alunos e sim apenas a resposta certa. Que não se interessa em entender o processo mas apenas o resultado. A escola de hoje esta ultrapassada pois o mundo hoje quer indivíduos pensantes e prontos a enfrentar e resolver desafios, mas a escola não prepara para isto. No que se refere ao uso do computador como ferramenta ela é muito útil se for bem utilizada, caso contrario sera mais um aparelho sem graça e de pouca valia.Para ser bem utilizado, ele deve ser usado como ferramenta na construção e busca do conhecimento, uma ferramenta que cause um desequilibrio (termo usado por Piaget para descrever um desmonte de velhos conceitos) e depois leve o aluno a assimilação (quando as novas informações são assimiladas pelo aluno). O educador é que faz toda a diferença dentro de uma sala de aula, nos educadores temos que sair de nossa zona de conforto e preparar alunos prontos para enfrentar a realidade da vida ai fora, só assim podemos abrir a boca e dizermos que somos "construtivistas". Fiquem com Deus.
Na minha opinião, O metodo de avaliação no Brasil sempre estimulou o uso do "decoreba", não recompensando o aluno que compreende o conteudo, e sim aquele que "aprenda" uma dúzia de formulas e diferencie quando usar formula A ou B. É claro que o aluno que compreende a matéria possui uma base mais duradoura, mas pelo metodo de avaliação do meu tempo, não havia distinção entre tais alunos.
O modelo de escola atual (ou pelo menos as escolas do meu tempo, mas creio que elas não mudaram muito de um tempo pra cá), e ate os pais de atualmente, tem apenas um objetivo: fazer com que os alunos, ou os filhos, passem no vestibular. Mas o que é o vestibular, se não um teste de memória na maioria dos casos? Por que ensinar o aluno a pensar por si próprio, se a formula antiga de faze-lo decorar algumas formulas, umas regrinhas gramaticais que sempre "caem" na prova funciona tão bem? (e é mais cômodo para a escola e para os professores).
Por isso que no meu ver, o primeira ação educacional que deverá ser tomada para promover a compreensão, é mudar o meio que o aluno é avaliado. Não sei que tipo de prova é o ENEM, mas se for o que dizem ser, uma prova que avalia o raciocínio do aluno, e não que formulas ele decorou, parece ser um bom começo para que o sistema escolar no Brasil mude para o "construtivista" (ou pelo menos dê os primeiros passos nesse sentido). Os passos seguintes, serão tomados pelas escolas, se quiserem manter os seus níveis de aprovação, e consequentemente os seus lucros.
Bem,o que entendo do texto é que o computador por si só não definirá a abordagem pegdagógica do professor.
Se o professor utiliza o computador apenas como transmissor de informações, estará reforçando o processo instrucionista, cujas raízes estão nos métodos tradicionais de ensino. Porém, se ele utiliza o computador para construr o conhecimento, estará reforçando a abordagem construtivista.
Além do mais, o professor precisa ter preparo para utilizar a informática em sua abordagem pedagógica. Não se trata apenas de criar condições para o professor, simplesmente, dominar o computador ou o software, mas ter auxílio para desenvolver conhecimento sobre o próprio conteúdo e sobre como o computador pode ser integrado no desenvolvimento desse conteúdo. Ou seja, a questão da formação do professor é fundamental no processo de inclusão da informática na educação.
O preparo não pode ser uma simples oportunidade para passar informação, mas de propiciar a vivência de uma experiência que contextualiza o conhecimento que ele constrói.
Durante a minha trajetória estudantil, não tive professores que utilizassem a informática como ferramenta de ensino. Somente na universidade é que tive alguns professores que utilizavam a informática apenas para leitura de conteúdo e nada mais. Somente agora na disciplina Informática Educativa é que estou tendo oportunidade de utilizar a ferramenta informática para construir meu conhecimento, utilizando outras metodologias, que não somente aquelas de leitura de conteúdo.
O uso do computador na educação me é bastante familiar. Aprendi muito do inglês que sei hoje, graças ao computador, à internet e aos jogos. Meu irmão mais novo, aprendeu a ler a escrever jogando RPG no computador (Pokémon). Sim, ele passou alguns anos sem frequentar a escola, e sua alfabetização se deu 80% no uso do computador! Primeiro, colocando "nomes" nos personagens - tipo: "assssasfgghh._S" Depois foi ficando curioso, que nome aquilo formava? Passou a perguntar, e depois a tentar escrever os nomes das pessoas da familia. Com pouco tempo estava lendo os textos do jogo. Tudo isso, sem a cobrança de notas, avaliação, e todo esse arcabouço que tenta nos padronizar.
No caso, uma observação é muito importante: Um dos pontos fortes do computador na educação é a sua capacidade como ferramenta "contextualizadora". Não conheço crianças hoje em dia (e nem no meu tempo, embora jogassemos menos) que não gostem de jogar no computador. Jogos tem uma incrível capacidade de contextualizar ramos do conhecimento, e com a grande vantagem de ser extremamente divertido. Bate-papo com estrangeiros aguçam nossa curiosidade e nossa proficiência na lingua estrangeira. A idéia é unir o útil ao divertido!
O texto vem mostrando como o modelo Construtivista afeta o aprendizado, ainda mais se utilizarmos os meios tecnológicos para facilitar o aprendizado. A discussão em sala de aula foi bem produtiva e posso ver que somos o reflexos desses meios de ensino. Não sei ao certo em qual modelo eu fui educado, mas não sou a favor da educação "Fordista". Sei que alguns colégios particulares tem a fama de serem apenas fontes de conhecimento instantâneo que serve apenas para o vestibular. Eu passei por alguns dos colégios que tem essa fama e para mim foi muito proveitoso. Sei que eles pensam como uma empresa mas o metodologia de ensino não deixou a dever em nada. Sou a favor da metodologia que melhor se adequar a mim. Usar tecnologia ou não cabe ao professor e como ele dará o conteúdo. Um bom professor não deixará de ser bom por usar um meio tecnológico. Já um professor ruim não ficará bom por ter um computador ao seu lado.
Não cheguei a ver o computador na escola, na verdade nem havia na época toda essa ideia de possuir computador pessoal (devia ser caro), quanto mais nas escolas. Meu primeiro contato com computadores foi ali pelos 10, 11 anos de idade devido a um amigo (vizinho), cujo pai trabalhava num banco, que teve computadores pessoais antigos (Apple II e MSX) usados principalmente para jogos.
Achei interessante a comparação que o texto faz da questão de educação de crianças e jovens a uma fábrica (paradigma Fordista), o que me lembrou um video-clipe da banda Pink Floyd, Another Brick In The Wall, uma crítica a uma educação conservadora ao extremo onde as crianças passam numa esteira de produção como objetos. No meu caso, não passei pelo professor tirano do clipe, mas mesmo assim acho que me classificaria como um produto de uma linha de montagem mais "amena".
Seguramente esse desenvolvimento do conhecimento via construtivismo é bem mais interessante e tomara que aconteça de verdade em breve. Contudo, sua implantação por definitivo involve várias questões complicadas, em resumo precisaria de uma mudança na sociedade (discutimos antes na sala), o que confere um ar um pouco utópico (claro que bem menos do que aquele em a escola deixa de existir). Espero estar errado a respeito dessa utopia.
Quanto ao uso do computador, os colegas já disseram tudo.
PS. Achei um vídeo de um encontro do Paulo Freire com o Seymour Papert no Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=wXuOMwaqGl0&playnext=1&list=PLFC025300DB99B394).
O que é mesmo Educação "enxuta"? É que o aluno "puxará" suas informações para construir seu conhecimento. Desta feita o que será feito do antigo "currículo" uma vez que o aluno é quem "puxará" aquilo que deseja aprender? Nossa sociedade não deve ser chamada de sociedade do conhecimento. Pois o mesmo é fruto das interligações de informações. Estamos na sociedade da "informação", isso sim. E quanta informação. O "conhecimento" propriamente dito é feito de forma individual por todos aqueles que ASSIMILAM, DESEQUILIBRAM, REEQUILIBRAM e ACOMODAM as informações à mercê de seu próprio gosto. O velho método tradicional parece que perdeu o posto pois a internet e os pacotes de informações prontos em hardwares já "transmitem". Como os processos piagetianos é o que dão sentido à própria cosmovisão do ser humano em seus processos o referencial teórico de Piaget é o que faz sentido nesta sociedade atual que nos bombardeia com infinitas "informações".
Algo que o autor não esconde são os desafios que aparecem por utilizar o computador na criação de ambientes de aprendizagem que enfatizam a construção do conhecimento. Isso é interessante pois realmente existem diversos desafios ao tentar utilizar essa "nova" forma de ensino e construção de conhecimento. Entre esses desafios estão a a formação do professor, que não se resume no conhecimento sobre computadores. A mudança também deve ir além de montar laboratórios de informática nas escolas e universidades. É necessário que todos os segmentos da escola, ou seja, alunos, professores, administradores e os pais estejam preparados e suportem as mudanças educacionais necessárias para a formação de um novo profissional.
Nós vivenciamos esses desafios diariamente na universidade. Alguns professores se utilizam de ferramentas computacionais mas não conseguem passar a matéria esboçada da melhor maneira possível. Algo precisa mudar. Não somente os professores, mas sim todo o sistema, ou seja, alunos, professores, pais, universidade, etc. Esses desafios que essa revolução tecnológica causou devem ser encarados e levados a sério para que o progressa seja contínuo.
O texto inicia fazendo um paralelo entre as mudanças que ocorrem nos meios de produção e serviços com as mudanças que ocorrem na Educação. Nos meios de produção e serviços, as mudanças são rápidas e a ruptura de paradigmas é constante. Ele cita como exemplo a mudança do paradigma de produção em massa para o paradigma de produção "enxuta". Essas rápidas mudanças estão levando a sociedade a valorizar cada vez mais o conhecimento, tornando-se uma sociedade do conhecimento. Já na Educação, verifica-se que as mudanças são lentas e quase imperceptíveis, em contraste com os enormes avanços tecnológicos. Porém, essas mudanças na sociedade também exigem um repensar dos processos educacionais. Fala-se da passagem de uma Educação baseada na transmissão de informação para uma Educação onde o aluno realiza atividades e constrói o seu conhecimento.
A Teoria de Kuhn é usada para explicar as mudanças de paradigmas e a evolução dos sistemas de produção: artesanal, produção em massa e produção enxuta. A produção artesanal caracteriza-se por possuir trabalhadores com grande habilidade, ferramentas flexíveis, produtos encomendados pelo cliente, custo alto, qualidade excelente e pouca gente com acesso aos bens produzidos. A produção em massa caracteriza-se por produzir em grande escala, baratear o custo, ter profissionais que planejam o produto, baixo custo, operações simples que exigem poucas habilidades. Ela é ineficiente, pois desperdiça matéria-prima, tempo e mão-de-obra. A produção enxuta combina as vantagens da produção artesanal e da produção em massa. Tem uma produção sem estoques e Just in Time. As concepções da produção enxuta, atual modelo de produção utilizado, muda a maneira como pensamos e agimos, além de trazer outras mudanças sociais, como o aumento do desemprego e a alta especialização do trabalhador.
A Educação adapta-se às mudanças paradigmáticas que vive a sociedade. No paradigma artesanal, as principais figuras da Educação eram o mentor que era contratado para educar os membros da corte e professor particular, menos elitista, para os que podiam arcar com os custos. O serviço era muito caro e poucos tinham acesso. No paradigma da produção em massa, houve a necessidade de educar mais pessoas.A Educação era baseada no “empurrar” a informação para o aluno. Ela está se mostrando ineficiente, com grandes desperdícios, colocando no mercado um profissional com baixa qualidade. Já a educação do paradigma enxuto ainda está por nascer. Possíveis características são: aluno que deve “puxar” os conteúdos; escola que deve ser capaz de atender às demandas e necessidades dos alunos; conteúdo não fragmentado ou descontextualizado da realidade; aluno crítico, reflexixo e capaz de trabalhar em equipe.
Para que a educação caminhe para um modelo pedagógico "enxuto" devemos ter mudanças na escola que envolvam todos os participantes do processo educativo – alunos, professores, diretores, especialistas, comunidade de pais. O espaço escolar deve se tornar o lugar onde os alunos e especialistas se encontram para esclarecer, digerir, refletir e depurar suas idéias. A sala de aula deverá ser estendida para outros ambientes fora da escola, como viagens, excursões, museus ou mesmo em casa. o currículo deve ser construído por professores e alunos e servir de guia para as tarefas e atividades a serem realizadas. O professor será o facilitador, supervisor, consultor do aluno no processo de resolver o seu problema, embora, em alguns momentos, possa simplesmente fornecer a informação ao aluno.
O texto faz uma comparação entre a evolução dos sistemas de produção, que ocorrem rapidamente; e a evolução dos modelos educacionais, que ocorrem lentamente. Segundo ele, o principal modelo educacional utilizado atualmente (Fordista) não satisfaz faz mais as necessidades da sociedade. Diz-se ser necessário utilizar um novo modelo no qual os alunos não sejam mais apenas receptores de informação e sim construtores de conhecimento. Cita-se que o modelo Fordista minimiza o poder do homem de pensar e criar, tornando-o mecânico e menos capaz de contornar problemas que não tenham um modelo para solucioná-lo. Para a aplicação do modelo construtivista é necessário realizar grandes mudanças na escola e nas funções desempenhadas pelo aluno e pelo professor. Entre as mudanças proposta para a escola está a obtenção de maior flexibilidade para a modificação de currículos, para o desenvolvimento de trabalhos em equipe e para o uso de tecnologia da informação. Propõe-se para o professor que ele deixe de ser um canal de informação para ser um consultor do aluno na resolução de problemas. Propõe-se que o aluno busque a informação, raciocine sobre ela, gere conhecimento, e chegue a uma conclusão sobre o problema.
O texto inicialmente introduz noções sobre paradigmas de produção, suas diferenças e o intuito por trás da sua adoção como na produção. A seguir faz um paralelo entre o sistema de produção e a educação. Este paralelo norteará a linha de raciocínio seguida durante todo o texto.
Atualmente vivemos uma época de constantes mudanças, onde há tanta informação disponível e uma troca tão intensa destas informações, que vivemos uma revolução tecnólogica e comportamental diariamente. A tecnologia modifica a forma como nos comportamos, como nos relacionamos, da mesma forma, ela modifica a a forma como a sociedade funciona.
Com este mar de mudanças, cada setor da sociedade se modifica progressivamente, refletindo nos demais setores. Podemos ver claramente o paralelo entre produção artesanal/educação particular, fordismo/educação em massa e os novos modelos propostos para produção e educação, como é mencionado no texto.
A migração entre paradigmas ocorre de forma diferente nos setores, enquanto a mudança é rápida, além de encorajada no setor produtivo (pois é necessário se adaptar às novas tendências, sob risco de ser deixado para trás); na educação encontra-se muita resistência por parte de educadores, escolas e até mesmo alunos.
Na educação atual (majoritariamente tradicional, creio) vemos um volume enorme de informações sendo despejado nos alunos (como alguém citou nos comentários: "sem luz"), é possível perceber que não há raciocínio crítico por parte dos alunos, eles absorvem o conteúdo, mas não raciocinam sobre as informações recebidas para construir um conhecimento sólido.
Há, por sinal, um texto bem interessante (para quem tiver saco de ler, claro, mas que recomendo fortemente) de um famoso físico americano sobre sua visita ao Brasil e suas observações sobre o sistema de ensino brasileiro. É uma leitura extremamente agradável e não é necessário nenhum conhecimento avançado de física para entender o texto em si: http://physicsact.wordpress.com/2009/03/27/richard-feynman-e-o-ensino-da-fisica-no-brasil/
A tecnologia e o uso do computador nas salas de aula vem para tentar amenizar o problema da construção de conhecimento . Enquanto nos moldes tradicionais não há abertura para os diferentes tipos de inteligência, na abordagem construtivista é possível fazer uso de mídias (um vídeo, um jogo, um programa, uma animação..) para tirar vantagem da afinidade de um aluno por algo (como apelo visual ou facilidade de visualização, por exemplo) e fazê-lo absorver de forma mais concreta o conceito ambicionado.
Durante meu ensino fundamental, tive um professor de matemática que algumas vezes nos levava ao laboratório para mexermos num programa de geometria (Cabri, se não me engano), para que pudéssemos visualizar mais facilmente alguns conceitos e propriedades mencionados em sala de aula, e isso foi bem proveitoso, creio que o melhor uso que já vi, na sala de aula.
É preciso educar toda uma cadeia da sociedade para as novas possibilidades do uso da tecnologia: professores, escolas e alunos. Para conseguir tirar proveito de fato da "evolução tecnológica", que até agora tem servido pouco à escola, apesar do potencial.
No texto, o autor propõe um modelo educacional denominado pedagogia enxuta, e para definir tal conceito ele utiliza um paralelo com a produção industrial. Refere-se ao modelo fordista como uma filosofia de produção em que os trabalhadores trabalham de forma fragmentada, cada um sendo responsável pela confecção de uma pequena parte da mercadoria, contrapondo-o ao modelo artesanal, no qual o trabalhador possui pleno domínio de sua ação produtiva. No fordismo os consumidores recebem os produtos de forma padronizada; já no artesanal o produto tem caráter personalizado. A educação, por sua vez, está sempre inserida em contextos históricos e é subordinada às forças produtivas. Assim, a leitura do texto denuncia algo que sempre estamos aprendendo: a educação é só mais um resultado – ou vítima – do sistema produtivo em que está situada; está, portanto, longe de ser a solução mágica para todos os problemas da sociedade (a chamada panaceia). Por isso são falsos os discursos de que a educação é o caminho para resolver todos os problemas sociais. O paradigma fordista de produção industrial gerou um modelo educacional nos mesmos moldes, principalmente no que diz respeito à definição de conteúdos. Disso resulta que temos a montagem de currículos sem levar em consideração as particularidades de diversos grupos de alunos e professores. Os livros didáticos não respeitam as peculiaridades regionais. O autor afirma que a pedagogia enxuta ainda está por nascer. Defende, porém, que um esforço de toda a comunidade escolar pode viabilizar um melhor trabalho educacional. Em pesquisas que fiz em algumas escolas tive a oportunidade de manter contato com professores que não se prendiam exclusivamente ao livro didático, e utilizavam outros recursos com o objetivo de melhor contextualizar os assuntos trabalhados em sala de aula com a realidade de vida dos educandos.
O contato que tive com o computador em sala de aula, foi para aprender informática. Como uma ferramenta para construir o conhecimento, o computador deveria ser mais valorizado numa concepção construtivista. Para isso, é claro que além da escola investir em computadores, os professores, principalmente precisam ser capacitados. Sabemos que a questão não é tão simples como parece, pois não é apenas aprender a operar o computador, mas mudar a metodologia do ensino. Passar da educação bancária e tradicional para a construtivista, cognitivista, em que são formados sujeitos críticos que procuram o conhecimento e confronta com a realidade. O computador é uma fonte riquíssima de conhecimento, mas nem se compara com a mente humana que é capaz de armazenar muito mais informações. O professor precisa dominar esta ferramenta prática para enriquecer mais as suas aulas e estimular em seus alunos a curiosidade em busca do conhecimento.
Já houve época em que, no ensino fundamental, era proibido até o uso da calculadora em sala de aula. Afirmava-se algo mais ou menos como se ela atrapalhasse o desenvolvimento do raciocínio dos educandos. A exigência era que o aluno só fizesse as operações utilizando o conhecimento da antiga tabuada, associada com a conta escrita, o tal cálculo armado, também chamado de algoritmo, usando aqui a expressão apropriada. Eu, porém, particularmente, no ensino básico, nunca recebi a explicação adequada a respeito do funcionamento dos algoritmos de somar, subtrair, multiplicar e dividir; simplesmente ensinavam que a conta era feita de tal forma e pronto. Da mesma maneira acontecia com outros assuntos da matemática, como a operação com números inteiros: por que menos com menos dava sempre mais como resultado? Nunca me explicaram; a ordem era decorar a tabela do jogo de sinais e aplicar. Assim, a aprendizagem de um determinado conteúdo através de uma máquina poderá ocorrer de forma tão decorativa e tradicional quanto se ocorresse com os métodos convencionais. A prova disso é que já utilizei o computador para resolver problemas (equações do segundo grau, por exemplo), sem precisar me preocupar com a demonstração das fórmulas que os solucionavam. Nas ciências humanas, como a História, a internet, guardadas as devidas proporções, é equivalente às antigas enciclopédias. O que quero dizer é que, se utilizado de modo a influenciar o aluno a entender e participar da construção do conhecimento, o computador proporcionará excelentes resultados. E acrescento que a tecnologia tem recursos de sobra para isso. Não considero vantagem receber os produtos prontos e elaborados em minhas mãos, mas sim compreender o caminho que eles percorrem para chegar até mim. O computador pode propiciar tanto uma coisa como outra. A sua correta utilização é responsabilidade dos educadores e das políticas educacionais.
O professor não pode depender apenas do computador para dar as suas aulas; Segundo o texto o computador pode ser utilizado de dois modos. No modo instrucionista ele será utilizado apenas para repassar o conteúdo e no modo construtivista ele será utilizado para reforçar um conhecimento. E esse deve ser o método utilizados pelos professores. Para que o computador seja utilizado no modo construtivista o professor deve ter preparo para utilizar essa tecnologia de forma correta. Esse preparo não deve ser somente em como usar o computador e sim saber integra-lo no dia a dia de suas aulas. Para que as aulas tornem-se mais dinâmicas é preciso, primeiramente, formar os professores para que eles incluam os alunos no meio digital. Enquanto eu estive na escola tive alguns contatos com a informática, mas nunca para expor algum conteúdo. Só tinha acesso ao computador durante a aula de informática e esse acesso era apenas para jogar, usar o paint, ou digitar qualquer coisa. Quando cheguei na universidade foi tudo muito diferente, pois vivenciei aulas com recursos digitais quase que diariamente, mas esses recursos eram utilizados apenas para uma visualização dos conteúdos. Nessa disciplina estou aprendendo a utilizar esses recursos de outra forma, sabendo como incluir a informática em várias atividades escolares.
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ResponderExcluirDe acordo com o texto, as mudanças necessárias na educação, nas instituições e na própria sociedade
ResponderExcluirdevem acontecer, mas não necessessariamente de forma drástica, devendo haver uma conscientização e estímulo.
Nós debatemos sobre a forma como as instituições têm abordado os novos paradigmas, a forma como eles "vendem"
um produto, como referenciado no texto, que a comunidade de pais acredita ser o tão esperado novo pardigma,
ou simplesmente nem sabem do que se trata, mas pagam por esse produto.
A verdade é que do novo paradigma, se tem, é muito pouco. Como tantas vezes mencionado, a utilização dos meios e
a verdadeira mudança, na prática, não acontecem. As escolas munem-se de aparatos tecnológicos, mas não sabem
utilizá-los da melhor forma, não mudam a metodologia, nem capacitam seus profissionais, no caso, os professores.
No meu tempo de escola, existia uma preocupação em fazer com que os alunos absorvessem um conteúdo, sem importar
a compreensão do mesmo. Como dito no texto, a idéia é que o aluno saiba respostas programadas, o que leva
a um despreparo não só para o mercado de trabalho, mas também para outras relações.
A idéia do novo paradigma é, de fato, fazer o aluno compreender, formar as próprias concepções, ter uma liberdade
no pensar e raciocinar. O compreender muda o papel dele na sociedade, ele passa a participar ativamente, tendo
consciência das ações que executa e das que o rodeiam, e adquire a flexibilidade para outras situações inesperadas.
Hoje, vejo através do meu irmão de 8 anos como as coisas estão funcionando. Em sua escola, nas séries primárias,
existiu uma preocupação em conhecê-lo desde a gestação! Mas hoje, toda essa preocupação foi ignorada, dando lugar
à produção em massa, ao empurrar da produção.
Observo também que muitas vezes existe a omissão da comunidade de pais, que acredita ser, a escola, suficiente
para a formação do indivíduo e que, o incentivo muitas vezes dado pelos pais, são esquecidos devido ao uso
das tecnologias para outros fins, principalmente para lazer.
O texto discute, com propriedade, os fundamentos do sistema educacional atual e sua ineficiência na construção de cidadãos e profissionais na Sociedade do Conhecimento.
ResponderExcluirEle se dedica também a vislumbrar o que seria uma "nova escola" capaz de ser mais atraente e eficiente na formação de cidadãos de acordo com as necessidades atuais de interação social ou mesmo do mercado de trabalho.
Embora a visão delineada seja bem clara, não há preocupação sobre como transitar do atual para o horizonte do texto. A mentalidade escolar é de alunos, que cada vez menos gostam desse espaço, mas também é de professores e gestores que tem sérias dificuldades em assimilar mudanças. Ou esse horizonte é compartilhado dando espaço para novas e drásticas mudanças de funcionamento e comportamento ou caminharemos, como próprio diz por pseudo-soluções que são na verdade mais do mesmo.
Uma lacuna importante que pode ser objeto de estudo é como as pessoas que na atualidade assimilam esses novos conceitos no dia-a-dia se apropriaram dele. Que mecanismos forma usados para construir essa percepção? Isso pode ajudar a dar pistas importantes do funcionamento de uma nova escola.
O uso da informática aparece como instrumento importante para introdução desse tipo de inovação no ambiente escolar. Uma opção, talvez em andamento, seria o uso da tecnologia para digitalização ou automatização dos processos atuais de ensino e aprendizagem.
O desafio fica no uso da Informática como instrumento de despertar para essa nova formação de formação do conhecimento, de aprendizagem a partir da interação e do compartilhamento.
Ou seja, nesse contexto, como discutimos no texto anterior, fica claro que o uso da tecnologia não é neutro ou imparcial. Seu uso pode servir a continuidade do modelo atual ou pode ser ponto de partida para uma transformação metodológica.
Não alcancei o computador quando estudava na escola. Só tinha curiosidade que só foi realizada quando fui para a Universidade. O texto me fez reflexões importantes. Uma delas é que o construtivismo é praticamente a única maneira de abarcar a imensidão de informações que temos hoje. É necessário o professor se reciclar, a escola mudar também. Cabe ao aluno relacionar as informações que lhe chegam e "construir" seu próprio conhecimento.
ResponderExcluirHoje o desafio do uso da informática, não só para os professores como para muita gente em outros campos de trabalho, iso não deveria acontecer pois a informática agora faz parte de nós está em todos os cantos e cada vez tomando mais espaço na sociedade. As pessoas tem que mudar em relação oque a informática traz de bom não só para os professores mais para tuod que fazemos. Parar com este preconceito e inserimos a informática no nosso dia-a dia e facilitamos a nossa vida e de nossos alunos, para ultilizarmos na construção e aprendizagem do conhecimento de tudo que fazemos e pensamos para nossa vida docente.Em vez de evitar a informática que tal aderimos como melhor forma de trabalho e sucesso.
ResponderExcluirO texto menciona várias vezes a questão do desenvolvimento do raciocínio crítico dos alunos. Considero um grande avanço a passagem da educação "Fordista"para aquela que é uma mistura da "artesanal" com a anterior.
ResponderExcluirConsidero que a introdução de disciplinas de filosofia ao longo dos ensinos fundamental e médio contribuiriam bastante para este fim. Creio que não haja nada que desenvolva mais o senso crítico do que o estímulo à criação de "perguntas filosóficas". O estudo de direito em paralelo à filosofia seria um suporte, no qual o aluno estaria ciente dos seus direito e deveres, sendo apto a questionar uma dada situação quando esta lhe parecer injusta, dando espaço para discussão, gerando raciocínio e ao final desenvolvendo o senso crítico.
Uma última disciplina que considero fundamental é de natureza "Como educar os filhos". Vejo muitos pais que não têm capacidade (ou às vezes sequer vontade) de educar os filhos, não lhes ensinando as noções de limites. Isso gera atitude que tornam a sociedade... o que ela é hoje.
Creio que estas três disciplinas seriam responsáveis pela maior parte de uma educação "útil" e serviriam também como alicerce para as mudanças sugeridas ao final do capítulo, nas quais estão envolvidos alunos, professores, pais e agentes externos.
Na minha época de estudante eu não tive contato algum com o computador,tanto no ensino fundamental como no médio. Esse aperalho tão comum só veio a fazer parte do meu universo recentemente. Hoje se propaga a visão construtivista no âmbito educacional que leva os alunos a formulação do senso crítico, das descobertas mediante o raciocínio e do desenvolvimento como um todo.Mas o que vemos é que a grande maioria dos educadores nem ao menos entende o que é ser um educador construtivista e continua sendo um mero repassador de informações que não estimula os alunos e sim apenas a resposta certa. Que não se interessa em entender o processo mas apenas o resultado. A escola de hoje esta ultrapassada pois o mundo hoje quer indivíduos pensantes e prontos a enfrentar e resolver desafios, mas a escola não prepara para isto. No que se refere ao uso do computador como ferramenta ela é muito útil se for bem utilizada, caso contrario sera mais um aparelho sem graça e de pouca valia.Para ser bem utilizado, ele deve ser usado como ferramenta na construção e busca do conhecimento, uma ferramenta que cause um desequilibrio (termo usado por Piaget para descrever um desmonte de velhos conceitos) e depois leve o aluno a assimilação (quando as novas informações são assimiladas pelo aluno).
ResponderExcluirO educador é que faz toda a diferença dentro de uma sala de aula, nos educadores temos que sair de nossa zona de conforto e preparar alunos prontos para enfrentar a realidade da vida ai fora, só assim podemos abrir a boca e dizermos que somos "construtivistas".
Fiquem com Deus.
Na minha opinião, O metodo de avaliação no Brasil sempre estimulou o uso do "decoreba", não recompensando o aluno que compreende o conteudo, e sim aquele que "aprenda" uma dúzia de formulas e diferencie quando usar formula A ou B. É claro que o aluno que compreende a matéria possui uma base mais duradoura, mas pelo metodo de avaliação do meu tempo, não havia distinção entre tais alunos.
ResponderExcluirO modelo de escola atual (ou pelo menos as escolas do meu tempo, mas creio que elas não mudaram muito de um tempo pra cá), e ate os pais de atualmente, tem apenas um objetivo: fazer com que os alunos, ou os filhos, passem no vestibular. Mas o que é o vestibular, se não um teste de memória na maioria dos casos?
Por que ensinar o aluno a pensar por si próprio, se a formula antiga de faze-lo decorar algumas formulas, umas regrinhas gramaticais que sempre "caem" na prova funciona tão bem? (e é mais cômodo para a escola e para os professores).
Por isso que no meu ver, o primeira ação educacional que deverá ser tomada para promover a compreensão, é mudar o meio que o aluno é avaliado. Não sei que tipo de prova é o ENEM, mas se for o que dizem ser, uma prova que avalia o raciocínio do aluno, e não que formulas ele decorou, parece ser um bom começo para que o sistema escolar no Brasil mude para o "construtivista" (ou pelo menos dê os primeiros passos nesse sentido).
Os passos seguintes, serão tomados pelas escolas, se quiserem manter os seus níveis de aprovação, e consequentemente os seus lucros.
Bem,o que entendo do texto é que o computador por si só não definirá a abordagem pegdagógica do professor.
ResponderExcluirSe o professor utiliza o computador apenas como transmissor de informações, estará reforçando o processo instrucionista, cujas raízes estão nos métodos tradicionais de ensino. Porém, se ele utiliza o computador para construr o conhecimento, estará reforçando a abordagem construtivista.
Além do mais, o professor precisa ter preparo para utilizar a informática em sua abordagem pedagógica. Não se trata apenas de criar condições para o professor, simplesmente, dominar o computador ou o software, mas ter auxílio para desenvolver conhecimento sobre o próprio conteúdo e sobre como o computador pode ser integrado no desenvolvimento desse conteúdo. Ou seja, a questão da formação do professor é fundamental no processo de inclusão da informática na educação.
O preparo não pode ser uma simples oportunidade para passar informação, mas de propiciar a vivência de uma experiência que contextualiza o conhecimento que ele constrói.
Durante a minha trajetória estudantil, não tive professores que utilizassem a informática como ferramenta de ensino.
Somente na universidade é que tive alguns professores que utilizavam a informática apenas para leitura de conteúdo e nada mais. Somente agora na disciplina Informática Educativa é que estou tendo oportunidade de utilizar a ferramenta informática para construir meu conhecimento, utilizando outras metodologias, que não somente aquelas de leitura de conteúdo.
O uso do computador na educação me é bastante familiar. Aprendi muito do inglês que sei hoje, graças ao computador, à internet e aos jogos. Meu irmão mais novo, aprendeu a ler a escrever jogando RPG no computador (Pokémon). Sim, ele passou alguns anos sem frequentar a escola, e sua alfabetização se deu 80% no uso do computador! Primeiro, colocando "nomes" nos personagens - tipo: "assssasfgghh._S"
ResponderExcluirDepois foi ficando curioso, que nome aquilo formava? Passou a perguntar, e depois a tentar escrever os nomes das pessoas da familia. Com pouco tempo estava lendo os textos do jogo. Tudo isso, sem a cobrança de notas, avaliação, e todo esse arcabouço que tenta nos padronizar.
No caso, uma observação é muito importante: Um dos pontos fortes do computador na educação é a sua capacidade como ferramenta "contextualizadora".
Não conheço crianças hoje em dia (e nem no meu tempo, embora jogassemos menos) que não gostem de jogar no computador. Jogos tem uma incrível capacidade de contextualizar ramos do conhecimento, e com a grande vantagem de ser extremamente divertido.
Bate-papo com estrangeiros aguçam nossa curiosidade e nossa proficiência na lingua estrangeira. A idéia é unir o útil ao divertido!
O texto vem mostrando como o modelo Construtivista afeta o aprendizado, ainda mais se utilizarmos os meios tecnológicos para facilitar o aprendizado.
ResponderExcluirA discussão em sala de aula foi bem produtiva e posso ver que somos o reflexos desses meios de ensino. Não sei ao certo em qual modelo eu fui educado, mas não sou a favor da educação "Fordista". Sei que alguns colégios particulares tem a fama de serem apenas fontes de conhecimento instantâneo que serve apenas para o vestibular.
Eu passei por alguns dos colégios que tem essa fama e para mim foi muito proveitoso. Sei que eles pensam como uma empresa mas o metodologia de ensino não deixou a dever em nada.
Sou a favor da metodologia que melhor se adequar a mim. Usar tecnologia ou não cabe ao professor e como ele dará o conteúdo. Um bom professor não deixará de ser bom por usar um meio tecnológico. Já um professor ruim não ficará bom por ter um computador ao seu lado.
Não cheguei a ver o computador na escola, na verdade nem havia na época toda essa ideia de possuir computador pessoal (devia ser caro), quanto mais nas escolas. Meu primeiro contato com computadores foi ali pelos 10, 11 anos de idade devido a um amigo (vizinho), cujo pai trabalhava num banco, que teve computadores pessoais antigos (Apple II e MSX) usados principalmente para jogos.
ResponderExcluirAchei interessante a comparação que o texto faz da questão de educação de crianças e jovens a uma fábrica (paradigma Fordista), o que me lembrou um video-clipe da banda Pink Floyd, Another Brick In The Wall, uma crítica a uma educação conservadora ao extremo onde as crianças passam numa esteira de produção como objetos. No meu caso, não passei pelo professor tirano do clipe, mas mesmo assim acho que me classificaria como um produto de uma linha de montagem mais "amena".
Seguramente esse desenvolvimento do conhecimento via construtivismo é bem mais interessante e tomara que aconteça de verdade em breve. Contudo, sua implantação por definitivo involve várias questões complicadas, em resumo precisaria de uma mudança na sociedade (discutimos antes na sala), o que confere um ar um pouco utópico (claro que bem menos do que aquele em a escola deixa de existir). Espero estar errado a respeito dessa utopia.
Quanto ao uso do computador, os colegas já disseram tudo.
PS. Achei um vídeo de um encontro do Paulo Freire com o Seymour Papert no Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=wXuOMwaqGl0&playnext=1&list=PLFC025300DB99B394).
O que é mesmo Educação "enxuta"? É que o aluno "puxará" suas informações para construir seu conhecimento. Desta feita o que será feito do antigo "currículo" uma vez que o aluno é quem "puxará" aquilo que deseja aprender? Nossa sociedade não deve ser chamada de sociedade do conhecimento. Pois o mesmo é fruto das interligações de informações. Estamos na sociedade da "informação", isso sim. E quanta informação. O "conhecimento" propriamente dito é feito de forma individual por todos aqueles que ASSIMILAM, DESEQUILIBRAM, REEQUILIBRAM e ACOMODAM as informações à mercê de seu próprio gosto. O velho método tradicional parece que perdeu o posto pois a internet e os pacotes de informações prontos em hardwares já "transmitem". Como os processos piagetianos é o que dão sentido à própria cosmovisão do ser humano em seus processos o referencial teórico de Piaget é o que faz sentido nesta sociedade atual que nos bombardeia com infinitas "informações".
ResponderExcluirAlgo que o autor não esconde são os desafios que aparecem por utilizar o computador na criação de ambientes de aprendizagem que enfatizam a construção do conhecimento.
ResponderExcluirIsso é interessante pois realmente existem diversos desafios ao tentar utilizar essa "nova" forma de ensino e construção de conhecimento. Entre esses desafios estão a a formação do professor, que não se resume no conhecimento sobre computadores. A mudança também deve ir além de montar laboratórios de informática nas escolas e universidades. É necessário que todos os segmentos da escola, ou seja, alunos, professores, administradores e os pais estejam preparados e suportem as mudanças educacionais necessárias para a
formação de um novo profissional.
Nós vivenciamos esses desafios diariamente na universidade. Alguns professores se utilizam de ferramentas computacionais mas não conseguem passar a matéria esboçada da melhor maneira possível. Algo precisa mudar. Não somente os professores, mas sim todo o sistema, ou seja, alunos, professores, pais, universidade, etc.
Esses desafios que essa revolução tecnológica causou devem ser encarados e levados a sério para que o progressa seja contínuo.
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ResponderExcluirO texto inicia fazendo um paralelo entre as mudanças que ocorrem nos meios de produção e serviços com as mudanças que ocorrem na Educação. Nos meios de produção e serviços, as mudanças são rápidas e a ruptura de paradigmas é constante. Ele cita como exemplo a mudança do paradigma de produção em massa para o paradigma de produção "enxuta". Essas rápidas mudanças estão levando a sociedade a valorizar cada vez mais o conhecimento, tornando-se uma sociedade do conhecimento. Já na Educação, verifica-se que as mudanças são lentas e quase imperceptíveis, em contraste com os enormes
ResponderExcluiravanços tecnológicos. Porém, essas mudanças na sociedade também exigem um repensar dos processos educacionais. Fala-se da passagem de uma Educação baseada na transmissão de informação para uma Educação onde o aluno realiza atividades e constrói o seu conhecimento.
A Teoria de Kuhn é usada para explicar as mudanças de paradigmas e a evolução dos sistemas de produção: artesanal, produção em massa e produção enxuta. A produção artesanal caracteriza-se por possuir trabalhadores com grande habilidade, ferramentas flexíveis, produtos encomendados pelo cliente,
custo alto, qualidade excelente e pouca gente com acesso aos bens produzidos. A produção em massa caracteriza-se por produzir em grande escala, baratear o custo, ter profissionais que planejam o produto, baixo custo, operações simples que exigem poucas habilidades. Ela é ineficiente, pois desperdiça matéria-prima, tempo e mão-de-obra. A produção enxuta combina as vantagens da produção artesanal e da produção em massa. Tem uma produção
sem estoques e Just in Time. As concepções da produção enxuta, atual modelo de produção utilizado, muda a maneira como pensamos e agimos, além de trazer outras mudanças sociais, como o aumento do desemprego e a alta especialização do trabalhador.
A Educação adapta-se às mudanças paradigmáticas que vive a sociedade. No paradigma artesanal, as principais figuras da Educação eram o mentor que era contratado para educar os membros da corte e professor particular, menos elitista, para os que podiam arcar com os custos.
O serviço era muito caro e poucos tinham acesso. No paradigma da produção em massa, houve a necessidade de educar mais pessoas.A Educação era baseada no “empurrar” a informação para o aluno. Ela está se mostrando ineficiente, com grandes desperdícios, colocando no mercado um profissional com baixa qualidade. Já a educação do paradigma enxuto ainda está por nascer. Possíveis características são: aluno que deve “puxar”
os conteúdos; escola que deve ser capaz de atender às demandas e necessidades dos alunos; conteúdo não fragmentado ou descontextualizado
da realidade; aluno crítico, reflexixo e capaz de trabalhar em equipe.
Para que a educação caminhe para um modelo pedagógico "enxuto" devemos ter mudanças na escola que envolvam todos os participantes do
processo educativo – alunos, professores, diretores, especialistas, comunidade de pais. O espaço escolar deve se tornar o lugar onde os alunos e especialistas se encontram para esclarecer, digerir, refletir e depurar suas idéias. A sala de aula deverá ser estendida para outros ambientes fora da escola, como viagens, excursões, museus ou mesmo em casa.
o currículo deve ser construído por professores e alunos e servir de guia para as tarefas e atividades a serem realizadas.
O professor será o facilitador, supervisor, consultor do aluno no processo de resolver o seu problema, embora, em alguns momentos, possa simplesmente fornecer a informação ao aluno.
O texto faz uma comparação entre a evolução dos sistemas de produção, que ocorrem rapidamente; e a evolução dos modelos educacionais, que ocorrem lentamente.
ResponderExcluirSegundo ele, o principal modelo educacional utilizado atualmente (Fordista) não satisfaz faz mais as necessidades da sociedade. Diz-se ser necessário utilizar um novo modelo no qual os alunos não sejam mais apenas receptores de informação e sim construtores de conhecimento.
Cita-se que o modelo Fordista minimiza o poder do homem de pensar e criar, tornando-o mecânico e menos capaz de contornar problemas que não tenham um modelo para solucioná-lo.
Para a aplicação do modelo construtivista é necessário realizar grandes mudanças na escola e nas funções desempenhadas pelo aluno e pelo professor. Entre as mudanças proposta para a escola está a obtenção de maior flexibilidade para a modificação de currículos, para o desenvolvimento de trabalhos em equipe e para o uso de tecnologia da informação. Propõe-se para o professor que ele deixe de ser um canal de informação para ser um consultor do aluno na resolução de problemas. Propõe-se que o aluno busque a informação, raciocine sobre ela, gere conhecimento, e chegue a uma conclusão sobre o problema.
O texto inicialmente introduz noções sobre paradigmas de produção, suas diferenças e o intuito por trás da sua adoção como na produção. A seguir faz um paralelo entre o sistema de produção e a educação. Este paralelo norteará a linha de raciocínio seguida durante todo o texto.
ResponderExcluirAtualmente vivemos uma época de constantes mudanças, onde há tanta informação disponível e uma troca tão intensa destas informações, que vivemos uma revolução tecnólogica e comportamental diariamente. A tecnologia modifica a forma como nos comportamos, como nos relacionamos, da mesma forma, ela modifica a a forma como a sociedade funciona.
Com este mar de mudanças, cada setor da sociedade se modifica progressivamente, refletindo nos demais setores. Podemos ver claramente o paralelo entre produção artesanal/educação particular, fordismo/educação em massa e os novos modelos propostos para produção e educação, como é mencionado no texto.
A migração entre paradigmas ocorre de forma diferente nos setores, enquanto a mudança é rápida, além de encorajada no setor produtivo (pois é necessário se adaptar às novas tendências, sob risco de ser deixado para trás); na educação encontra-se muita resistência por parte de educadores, escolas e até mesmo alunos.
Na educação atual (majoritariamente tradicional, creio) vemos um volume enorme de informações sendo despejado nos alunos (como alguém citou nos comentários: "sem luz"), é possível perceber que não há raciocínio crítico por parte dos alunos, eles absorvem o conteúdo, mas não raciocinam sobre as informações recebidas para construir um conhecimento sólido.
Há, por sinal, um texto bem interessante (para quem tiver saco de ler, claro, mas que recomendo fortemente) de um famoso físico americano sobre sua visita ao Brasil e suas observações sobre o sistema de ensino brasileiro. É uma leitura extremamente agradável e não é necessário nenhum conhecimento avançado de física para entender o texto em si: http://physicsact.wordpress.com/2009/03/27/richard-feynman-e-o-ensino-da-fisica-no-brasil/
A tecnologia e o uso do computador nas salas de aula vem para tentar amenizar o problema da construção de conhecimento . Enquanto nos moldes tradicionais não há abertura para os diferentes tipos de inteligência, na abordagem construtivista é possível fazer uso de mídias (um vídeo, um jogo, um programa, uma animação..) para tirar vantagem da afinidade de um aluno por algo (como apelo visual ou facilidade de visualização, por exemplo) e fazê-lo absorver de forma mais concreta o conceito ambicionado.
Durante meu ensino fundamental, tive um professor de matemática que algumas vezes nos levava ao laboratório para mexermos num programa de geometria (Cabri, se não me engano), para que pudéssemos visualizar mais facilmente alguns conceitos e propriedades mencionados em sala de aula, e isso foi bem proveitoso, creio que o melhor uso que já vi, na sala de aula.
É preciso educar toda uma cadeia da sociedade para as novas possibilidades do uso da tecnologia: professores, escolas e alunos. Para conseguir tirar proveito de fato da "evolução tecnológica", que até agora tem servido pouco à escola, apesar do potencial.
No texto, o autor propõe um modelo educacional denominado pedagogia enxuta, e para definir tal conceito ele utiliza um paralelo com a produção industrial. Refere-se ao modelo fordista como uma filosofia de produção em que os trabalhadores trabalham de forma fragmentada, cada um sendo responsável pela confecção de uma pequena parte da mercadoria, contrapondo-o ao modelo artesanal, no qual o trabalhador possui pleno domínio de sua ação produtiva. No fordismo os consumidores recebem os produtos de forma padronizada; já no artesanal o produto tem caráter personalizado. A educação, por sua vez, está sempre inserida em contextos históricos e é subordinada às forças produtivas. Assim, a leitura do texto denuncia algo que sempre estamos aprendendo: a educação é só mais um resultado – ou vítima – do sistema produtivo em que está situada; está, portanto, longe de ser a solução mágica para todos os problemas da sociedade (a chamada panaceia). Por isso são falsos os discursos de que a educação é o caminho para resolver todos os problemas sociais.
ResponderExcluirO paradigma fordista de produção industrial gerou um modelo educacional nos mesmos moldes, principalmente no que diz respeito à definição de conteúdos. Disso resulta que temos a montagem de currículos sem levar em consideração as particularidades de diversos grupos de alunos e professores. Os livros didáticos não respeitam as peculiaridades regionais.
O autor afirma que a pedagogia enxuta ainda está por nascer. Defende, porém, que um esforço de toda a comunidade escolar pode viabilizar um melhor trabalho educacional. Em pesquisas que fiz em algumas escolas tive a oportunidade de manter contato com professores que não se prendiam exclusivamente ao livro didático, e utilizavam outros recursos com o objetivo de melhor contextualizar os assuntos trabalhados em sala de aula com a realidade de vida dos educandos.
O contato que tive com o computador em sala de aula, foi para aprender informática. Como uma ferramenta para construir o conhecimento, o computador deveria ser mais valorizado numa concepção construtivista. Para isso, é claro que além da escola investir em computadores, os professores, principalmente precisam ser capacitados. Sabemos que a questão não é tão simples como parece, pois não é apenas aprender a operar o computador, mas mudar a metodologia do ensino. Passar da educação bancária e tradicional para a construtivista, cognitivista, em que são formados sujeitos críticos que procuram o conhecimento e confronta com a realidade. O computador é uma fonte riquíssima de conhecimento, mas nem se compara com a mente humana que é capaz de armazenar muito mais informações. O professor precisa dominar esta ferramenta prática para enriquecer mais as suas aulas e estimular em seus alunos a curiosidade em busca do conhecimento.
ResponderExcluirJá houve época em que, no ensino fundamental, era proibido até o uso da calculadora em sala de aula. Afirmava-se algo mais ou menos como se ela atrapalhasse o desenvolvimento do raciocínio dos educandos. A exigência era que o aluno só fizesse as operações utilizando o conhecimento da antiga tabuada, associada com a conta escrita, o tal cálculo armado, também chamado de algoritmo, usando aqui a expressão apropriada. Eu, porém, particularmente, no ensino básico, nunca recebi a explicação adequada a respeito do funcionamento dos algoritmos de somar, subtrair, multiplicar e dividir; simplesmente ensinavam que a conta era feita de tal forma e pronto. Da mesma maneira acontecia com outros assuntos da matemática, como a operação com números inteiros: por que menos com menos dava sempre mais como resultado? Nunca me explicaram; a ordem era decorar a tabela do jogo de sinais e aplicar. Assim, a aprendizagem de um determinado conteúdo através de uma máquina poderá ocorrer de forma tão decorativa e tradicional quanto se ocorresse com os métodos convencionais. A prova disso é que já utilizei o computador para resolver problemas (equações do segundo grau, por exemplo), sem precisar me preocupar com a demonstração das fórmulas que os solucionavam. Nas ciências humanas, como a História, a internet, guardadas as devidas proporções, é equivalente às antigas enciclopédias. O que quero dizer é que, se utilizado de modo a influenciar o aluno a entender e participar da construção do conhecimento, o computador proporcionará excelentes resultados. E acrescento que a tecnologia tem recursos de sobra para isso. Não considero vantagem receber os produtos prontos e elaborados em minhas mãos, mas sim compreender o caminho que eles percorrem para chegar até mim. O computador pode propiciar tanto uma coisa como outra. A sua correta utilização é responsabilidade dos educadores e das políticas educacionais.
ResponderExcluirO professor não pode depender apenas do computador para dar as suas aulas;
ResponderExcluirSegundo o texto o computador pode ser utilizado de dois modos. No modo instrucionista ele será utilizado apenas para repassar o conteúdo e no modo construtivista ele será utilizado para reforçar um conhecimento. E esse deve ser o método utilizados pelos professores.
Para que o computador seja utilizado no modo construtivista o professor deve ter preparo para utilizar essa tecnologia de forma correta. Esse preparo não deve ser somente em como usar o computador e sim saber integra-lo no dia a dia de suas aulas. Para que as aulas tornem-se mais dinâmicas é preciso, primeiramente, formar os professores para que eles incluam os alunos no meio digital.
Enquanto eu estive na escola tive alguns contatos com a informática, mas nunca para expor algum conteúdo. Só tinha acesso ao computador durante a aula de informática e esse acesso era apenas para jogar, usar o paint, ou digitar qualquer coisa.
Quando cheguei na universidade foi tudo muito diferente, pois vivenciei aulas com recursos digitais quase que diariamente, mas esses recursos eram utilizados apenas para uma visualização dos conteúdos.
Nessa disciplina estou aprendendo a utilizar esses recursos de outra forma, sabendo como incluir a informática em várias atividades escolares.